Notícia: operação da Polícia Federal

Operação da Polícia Federal apura esquema de R$ 10 milhões

2 dias ago · Updated 2 dias ago

Publicado por Darlei Rodrigues em 2 de junho de 2026 às 15:02. Atualizado em 2 de junho de 2026 às 15:02.

A Receita Federal e a Polícia Federal deflagraram, nesta terça-feira (2), uma operação da Polícia Federal em conjunto para investigar um servidor público suspeito de irregularidades no comércio exterior. A ação cumpre 19 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Santa Catarina, incluindo cidades da região de Campinas.

As investigações começaram após a Corregedoria da Receita Federal identificar incompatibilidade entre o padrão de vida do funcionário e sua remuneração oficial. O servidor, que já foi afastado de suas funções, é suspeito de favorecer despachantes, consultorias e empresas importadoras em troca de vantagens indevidas pagas em dinheiro, depósitos e quitação de despesas pessoais.

O esquema criminoso pode ter causado um prejuízo superior a R$ 10 milhões aos cofres públicos, fragilizando a segurança do controle de cargas. Segundo os dados oficiais, o montante suspeito de propina recebida direta ou indiretamente pelo investigado ultrapassa a marca de R$ 5 milhões, gerando concorrência desleal no setor aduaneiro.

O que aconteceQuandoOndePor que importa
Operação contra corrupção no comércio exteriorTerça-feira (02/06)SP e SCPrejuízo estimado em mais de R$ 10 milhões aos cofres públicos
Cumprimento de mandados de buscaTerça-feira (02/06)Paulínia, Campinas e regiãoDesarticulação de esquema de propina e afastamento de servidor
Nesta matéria

Detalhes dos mandados e cidades alvos

A força-tarefa conta com a participação de 30 servidores da Receita Federal, que atuam no cumprimento das ordens judiciais expedidas. Os alvos das buscas incluem endereços vinculados ao servidor investigado, seus familiares e também pessoas físicas e jurídicas que atuam diretamente no comércio exterior.

De acordo com o balanço da operação conjunta, os 19 mandados de busca e apreensão estão distribuídos estrategicamente. A maior concentração ocorre no estado de São Paulo, com destaque para mandados na região de Campinas e na Grande São Paulo, além de alvos em Santa Catarina.

A distribuição oficial das buscas inclui as seguintes localidades:

  • Campinas (SP): 7 mandados
  • Itajaí (SC): 3 mandados
  • Guarulhos (SP) e São Paulo (SP): 2 mandados em cada
  • Barueri, Hortolândia, Paulínia, Santana do Paraíba e Valinhos (SP): 1 mandado em cada município

Como funcionava o esquema de corrupção

As apurações indicam que o servidor público facilitava as operações de intervenientes aduaneiros, recebendo em troca valores ilícitos que eram repassados de diversas formas para ocultar a origem do dinheiro. A rede de corrupção era ampla e contava com a participação ativa de diversos atores do setor logístico.

Entre os possíveis envolvidos no esquema que beneficiava o servidor afastado estão:

  • Despachantes aduaneiros;
  • Consultorias especializadas;
  • Empresas importadoras;
  • Operadores logísticos.

Ocultação de valores ilícitos

Para tentar despistar os órgãos de controle, o pagamento das vantagens indevidas não se restringia a transferências diretas. Os valores teriam sido repassados através de entregas em dinheiro vivo, depósitos bancários pulverizados e até mesmo o pagamento direto de despesas pessoais do investigado, como aluguéis e faturas de cartão de crédito.

Impacto na fiscalização aduaneira

A Receita Federal ressaltou que a participação desses profissionais em esquemas de corrupção prejudica severamente a regularidade da fiscalização. A prática criminosa fragiliza a segurança no controle de cargas que entram e saem do país, criando um ambiente de concorrência desleal contra as empresas que operam dentro da legalidade.

O órgão federal reafirmou seu compromisso com a integridade institucional, destacando que a ética no serviço público é inegociável. As investigações continuam em andamento para aprofundar a análise dos materiais apreendidos e identificar todos os eventuais participantes das práticas ilícitas.

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Darlei Rodrigues

Fundador do A Grande Campinas, Darlei Rodrigues atua na intersecção entre comunicação digital e tecnologia. Morador de Indaiatuba, utiliza sua formação em marketing e IA para cobrir a Região Metropolitana de Campinas com um olhar independente. Seu objetivo principal é dar voz aos acontecimentos locais que impactam diretamente o cotidiano dos moradores da RMC, com apuração própria e contexto regional.

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