2 dias ago · Updated 1 dia ago
Uma pane de comunicação aérea no controle de tráfego do estado de São Paulo afetou dezenas de voos na manhã desta terça-feira (2). O problema técnico forçou pilotos de diversas aeronaves a utilizarem frequências de emergência para conseguir contato com as torres de controle, impactando diretamente as operações no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.
De acordo com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), a ocorrência foi motivada por um problema técnico operacional externo. Áudios revelados pela EPTV mostram a dificuldade dos comandantes em estabelecer contato pelos canais convencionais, levando-os a solicitar "escuta em emergência" na faixa de 121,5 MHz, banda acessível a todos os órgãos de monitoramento.
A falha resultou em 25 voos afetados apenas no terminal campineiro e provocou a suspensão temporária de pousos e decolagens nos aeroportos de Guarulhos e Congonhas. Apesar dos reflexos que atingiram até o Distrito Federal, o Decea assegurou que os procedimentos adotados garantiram a total segurança das operações, que foram parcialmente restabelecidas ao longo do dia.
| O que acontece | Quando | Onde | Por que importa |
|---|---|---|---|
| Pane no controle de tráfego aéreo | Terça-feira (2), pela manhã | São Paulo (Viracopos, Guarulhos e Congonhas) | Suspensão de voos e uso de rádios de emergência |
| Restabelecimento parcial das operações | Ao longo do dia | Aeroportos afetados | Garantia de segurança dos passageiros e tripulações |
O uso da frequência de emergência pelos pilotos
Diante da falha total dos rádios convencionais, os comandantes precisaram recorrer a alternativas para manter a segurança de voo. A comunicação entre as aeronaves e as torres de controle é fundamental para receber instruções precisas de altitude, velocidade e autorizações para procedimentos de subida ou descida.
A solução encontrada foi migrar para a frequência de emergência, estabelecida internacionalmente na faixa de 121,5 MHz. Essa banda específica opera em modulação AM (Amplitude Modulada) dentro do espectro de VHF, sendo monitorada continuamente por todos os órgãos de controle de tráfego aéreo e aeronaves em voo.
Áudios revelam tentativas de contato
Registros sonoros obtidos pela reportagem evidenciam os momentos em que os pilotos tentavam, sem sucesso, estabelecer comunicação com os controladores em São Paulo. Nos áudios, é possível ouvir profissionais relatando a falha em múltiplas frequências normais de operação.
Sem retorno nos canais primários, os pilotos passaram a solicitar "escuta em emergência". A adoção desse protocolo foi essencial para garantir que as aeronaves continuassem recebendo as orientações necessárias para a navegação segura até a resolução do problema técnico.
Impactos nos principais aeroportos paulistas
A interrupção na comunicação gerou um efeito cascata na malha aérea da região Sudeste. O Aeroporto Internacional de Viracopos, localizado em Campinas, foi um dos mais impactados no interior paulista, registrando um total de 25 voos afetados pela instabilidade no sistema de controle.
Na capital e região metropolitana, a situação exigiu medidas mais drásticas. Os aeroportos de Guarulhos e Congonhas precisaram suspender temporariamente as operações de pouso e decolagem. Os reflexos dessa paralisação momentânea foram sentidos em outras regiões do país, incluindo atrasos no Distrito Federal.
Posicionamento do Decea sobre a falha
O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) emitiu um comunicado esclarecendo a natureza do incidente. Segundo o órgão responsável pela gestão do tráfego aéreo nacional, a pane foi classificada como um problema técnico operacional de origem externa ao sistema principal.
- Causa: Problema técnico operacional externo.
- Segurança: Procedimentos adotados garantiram a total segurança das operações.
- Status: Operações parcialmente restabelecidas ao longo do dia.
Apesar dos transtornos gerados aos passageiros e companhias aéreas, as autoridades enfatizaram que os protocolos de contingência funcionaram adequadamente. O Decea garantiu que, em nenhum momento, a segurança das operações aéreas foi comprometida durante o período de instabilidade.
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