13 horas ago
A Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagraram, nesta quinta-feira (10), a primeira fase da Operação Retirada, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro em Campinas e possíveis ligações com o tráfico de drogas. Ao todo, os agentes cumprem 31 mandados de busca e apreensão em 13 cidades distribuídas por cinco estados brasileiros.
A investigação, conduzida pelo Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro (Neccold) da Deic de Campinas, teve início após a prisão de suspeitos de tráfico na cidade. Naquela ocasião, as autoridades apreenderam entorpecentes, documentos e cerca de R$ 200 mil em espécie, o que desencadeou a apuração sobre a ocultação dos recursos ilícitos.
Para desarticular a organização criminosa, a Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 200 milhões em contas bancárias e investimentos ligados aos investigados. O grupo utilizava empresas de fachada e laranjas para movimentar os valores, dificultando o rastreamento financeiro e consolidando um esquema de proporções interestaduais.
| O que acontece | Quando | Onde | Por que importa |
|---|---|---|---|
| Operação Retirada contra lavagem de dinheiro | Quinta-feira (10) | Campinas e mais 12 cidades em 5 estados | Desarticulação de esquema criminoso ligado ao tráfico |
| Bloqueio de bens e valores | Quinta-feira (10) | Contas bancárias dos investigados | Asfixia financeira de até R$ 200 milhões da organização |
De acordo com as investigações da Polícia Civil e do Gaeco, a organização criminosa desenvolveu uma estrutura complexa para ocultar a origem do dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Os suspeitos utilizavam empresas aparentemente legais e contas de terceiros, conhecidos como laranjas, para realizar as transações financeiras.
Esse método de pulverização dos recursos tinha como objetivo principal dificultar o rastreamento do dinheiro pelas autoridades. As buscas realizadas nesta quinta-feira ocorrem em residências, escritórios e sedes de empresas ligadas aos alvos, visando recolher provas materiais que comprovem as fraudes.
Apreensões e alvos da operação
Durante o cumprimento dos 31 mandados, os policiais civis têm como foco a apreensão de documentos financeiros, aparelhos celulares, computadores e dinheiro em espécie. A ação abrange 13 cidades localizadas nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Goiás.
- Mandados cumpridos: 31 de busca e apreensão.
- Abrangência: 13 cidades em SP, PR, SC, RJ e GO.
- Bloqueio judicial: Até R$ 200 milhões em contas e aplicações.
Origem das investigações em Campinas
O ponto de partida para a Operação Retirada ocorreu após uma ação policial anterior em Campinas, que resultou na prisão de indivíduos suspeitos de envolvimento com o tráfico de entorpecentes. Naquela intervenção, as equipes localizaram drogas, vasta documentação e aproximadamente R$ 200 mil em dinheiro vivo.
A partir da análise desse material apreendido, o Neccold, vinculado à Deic e ao Deinter-2 de Campinas, conseguiu mapear a rede de lavagem de capitais. O bloqueio milionário autorizado pela Justiça visa descapitalizar o grupo e impedir a continuidade das operações ilícitas financiadas pelo tráfico.
Atuação conjunta das forças de segurança
A deflagração da Operação Retirada demonstra a importância da integração entre diferentes órgãos no combate ao crime organizado. A união de esforços permitiu o mapeamento detalhado das atividades ilícitas e a execução simultânea das ordens judiciais em múltiplas jurisdições.
As equipes envolvidas na força-tarefa contam com a expertise de agentes especializados em crimes financeiros. Entre os principais órgãos que participam direta ou indiretamente das apurações, destacam-se:
- Neccold: Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro.
- Deic: Divisão Especializada de Investigações Criminais de Campinas.
- Gaeco: Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público.
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