Notícia: lavagem de dinheiro em Campinas

Polícia mira lavagem de dinheiro em Campinas e bloqueia R$ 200 mi

14 horas ago

Publicado por Darlei Rodrigues em 10 de setembro de 2026 às 09:02. Atualizado em 10 de setembro de 2026 às 09:02.

A Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagraram, nesta quinta-feira (10), a primeira fase da Operação Retirada, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro em Campinas e possíveis ligações com o tráfico de drogas. Ao todo, os agentes cumprem 31 mandados de busca e apreensão em 13 cidades distribuídas por cinco estados brasileiros.

A investigação, conduzida pelo Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro (Neccold) da Deic de Campinas, teve início após a prisão de suspeitos de tráfico na cidade. Naquela ocasião, as autoridades apreenderam entorpecentes, documentos e cerca de R$ 200 mil em espécie, o que desencadeou a apuração sobre a ocultação dos recursos ilícitos.

Para desarticular a organização criminosa, a Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 200 milhões em contas bancárias e investimentos ligados aos investigados. O grupo utilizava empresas de fachada e laranjas para movimentar os valores, dificultando o rastreamento financeiro e consolidando um esquema de proporções interestaduais.

O que aconteceQuandoOndePor que importa
Operação Retirada contra lavagem de dinheiroQuinta-feira (10)Campinas e mais 12 cidades em 5 estadosDesarticulação de esquema criminoso ligado ao tráfico
Bloqueio de bens e valoresQuinta-feira (10)Contas bancárias dos investigadosAsfixia financeira de até R$ 200 milhões da organização
Nesta matéria

Como funcionava o esquema criminoso

De acordo com as investigações da Polícia Civil e do Gaeco, a organização criminosa desenvolveu uma estrutura complexa para ocultar a origem do dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Os suspeitos utilizavam empresas aparentemente legais e contas de terceiros, conhecidos como laranjas, para realizar as transações financeiras.

Esse método de pulverização dos recursos tinha como objetivo principal dificultar o rastreamento do dinheiro pelas autoridades. As buscas realizadas nesta quinta-feira ocorrem em residências, escritórios e sedes de empresas ligadas aos alvos, visando recolher provas materiais que comprovem as fraudes.

Apreensões e alvos da operação

Durante o cumprimento dos 31 mandados, os policiais civis têm como foco a apreensão de documentos financeiros, aparelhos celulares, computadores e dinheiro em espécie. A ação abrange 13 cidades localizadas nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Goiás.

  • Mandados cumpridos: 31 de busca e apreensão.
  • Abrangência: 13 cidades em SP, PR, SC, RJ e GO.
  • Bloqueio judicial: Até R$ 200 milhões em contas e aplicações.

Origem das investigações em Campinas

O ponto de partida para a Operação Retirada ocorreu após uma ação policial anterior em Campinas, que resultou na prisão de indivíduos suspeitos de envolvimento com o tráfico de entorpecentes. Naquela intervenção, as equipes localizaram drogas, vasta documentação e aproximadamente R$ 200 mil em dinheiro vivo.

A partir da análise desse material apreendido, o Neccold, vinculado à Deic e ao Deinter-2 de Campinas, conseguiu mapear a rede de lavagem de capitais. O bloqueio milionário autorizado pela Justiça visa descapitalizar o grupo e impedir a continuidade das operações ilícitas financiadas pelo tráfico.

Atuação conjunta das forças de segurança

A deflagração da Operação Retirada demonstra a importância da integração entre diferentes órgãos no combate ao crime organizado. A união de esforços permitiu o mapeamento detalhado das atividades ilícitas e a execução simultânea das ordens judiciais em múltiplas jurisdições.

As equipes envolvidas na força-tarefa contam com a expertise de agentes especializados em crimes financeiros. Entre os principais órgãos que participam direta ou indiretamente das apurações, destacam-se:

  • Neccold: Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro.
  • Deic: Divisão Especializada de Investigações Criminais de Campinas.
  • Gaeco: Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público.

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Darlei Rodrigues

Fundador do A Grande Campinas, Darlei Rodrigues atua na intersecção entre comunicação digital e tecnologia. Morador de Indaiatuba, utiliza sua formação em marketing e IA para cobrir a Região Metropolitana de Campinas com um olhar independente. Seu objetivo principal é dar voz aos acontecimentos locais que impactam diretamente o cotidiano dos moradores da RMC, com apuração própria e contexto regional.

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